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O que é Yoga

 

 

japa

 

 

Yoga é uma palavra original da língua Sânskrita, antiga língua sagrada que até hoje preserva e mantém vivo todo o conhecimento milenar e espiritual da antiga Índia. Yoga é derivado da raíz verbal "Yuj" que significa " Unir ".

 

A filosofia do Yoga nos diz que tudo aquilo que existe neste Universo foi criado e manifestado a partir de uma única fonte primária. Desta forma tudo aquilo que se desenvolveu a partir desta fonte primária ainda mantém como característica intrínseca sua Unidade original, uma unidade que existe entre todos os seres humanos, animais, plantas, elementos da natureza, átomos e assim por diante.

 

Segundo esta filosofia todos os seres vivos, sem exceção, estão em uma busca incessante pela felicidade, pela satisfação e pela eliminação do sofrimento.

 

O sofrimento, segundo o Yoga, é um estado natural da manifestação, onde o  Ser em busca pela felicidade identifica-se com aquilo que é impermanente, com os objetos e os prazeres e desprazeres mundanos e findáveis.

 

A verdadeira felicidade no entanto, encontra-se naquilo que é permanente e eterno, no reconhecimento de que este Universo, que a nossa vida, que o próprio Ser nunca deixou de ser completo. Este estado do Ser é chamado em sânskrito de Satchidananda:

Sat = Verdade ou Suprema Realidade;

Chit = A Suprema Consciência

Ananda = Bem Aventurança, Suprema Felicidade.

 

A palavra Yoga pode ser entendida de duas formas:

 

1) Yoga como meta: o objetivo da prática do Yoga é reintegrar o indivíduo como um todo para que a experiência e a realização dessa Unidade (Yoga ou Moksha) seja possível.

 

2) Yoga como prática: são as técnicas e práticas corporais, respiratórias, auto-contemplativas, de concentração, auto conhecimento e observações éticas e morais que estabelecem uma harmonia tanto interna quanto externa do indivíduo para que a experiência daquela Unidade Primária, o estado de plena felicidade, seja possível.

 

O Yoga Sutra de Patañjali é uma das escrituras clássicas mais conhecidas do Yoga. Patañjali afirma em seu segundo verso o seguinte:

yoga_citta_vritti

 

 

A experiência da Unidade do Yoga encontra-se além dos padrões e da agitação mental, onde todas as tendências mentais foram perfeitamente controladas.

 

A mente no entanto é algo difícil de ser controlado. No Bhagavad Gita Arjuna diz a Krishna:

 

mente_e_o_vento

 

 

Krishna no entanto nos afirma:

 

 

pratica_e_desapego

 

Patañjali sistematizou a prática do Yoga de forma muito objetiva e precisa em oito partes (Ashtanga Yoga):

 

  • Yama – Abstinência
  • Niyama - Observância
  • Asana - Postura
  • Pranayama – Controle respiratório
  • Pratyahara – Retirada dos sentidos
  • Dharana - Concentração
  • Dhyana - Meditação
  • Samadhi – Estado de Super-Consciência

 

 

Todas as partes do Yoga tem grande importância para a evolução e aprimoramento consciente do aspirante ou praticante. Durante as aulas de Yoga no entanto dá-se grande ênfase à prática de Asanas,Pranayamas e Dharana, pois são métodos de apaziguar a mente muito mais palpáveis e fáceis de serem utilizados pelos iniciantes do Yoga, inspirando-os de forma natural a partir destes a se engajar nos outros passos do Yoga.

 

As posturas corporais tem papel essencial na eliminação de tensões e de memórias gravadas no corpo a nível celular. A mente e o corpo estão interligados de forma muito intensa. Quando a mente está agitada, quando passamos por momentos ou atividades turbulentas que estimulam a mente de forma estressante, o nosso corpo, músculos e órgãos recebem esse estímulo em forma de tensão. Da mesma forma através do uso consciente de posturas corporais o corpo pode estimular a mente de forma positiva, eliminando também toda a tensão e até mesmo traumas mentais.

 

A respiração, de forma semelhante aos Asanas, tem um relacionamento extremamente íntimo com a mente. Quando estamos agitados, com raiva ou tensos nossa respiração também se torna rápida e superficial. Se conscientemente tivermos mais controle e conhecimento da própria respiração, podemos controlar e apaziguar as ondas mentais através do uso de Pranayamas, além dos demais benefícios como aumento da capacidade pulmonar e aumento da oxigenação cerebral.

 

As diversas práticas de Dharana, aumentam nossa capacidade de foco, atenção e concentração, nos dando um limite por onde a mente pode ser restringida, evitando que a mesma vagueie em pensamentos desnecessários ou nocivos e nos preparando para o estado de meditação. Dharana é o estado da mente focada em um único ponto.

 

Yamas e Niyamas são práticas e observâncias éticas e morais que servem de guia para uma vida harmoniosa de acordo com as Leis Cósmicas.

 

Pratyahara é a retirada ou o controle dos sentidos. Os órgãos dos sentidos tem um poder e uma influência muito grande sobre nosso corpo, mente e emoções. De forma geral nós, seres humanos, estamos condicionados na forma de pensar, falar e agir. Estamos habituados a reagir (ao invés de agir) de forma automática e nem sempre benéfica à situações e estímulos externos. Pratyahara é o controle destes sentidos, que perdem seu poder e influência inconsciente sobre nosso aparato psíquico.

 

Dhyana é o estado de meditação. O estado de meditação, diferente do que geralmente se ouve falar, é um estado espontâneo que acontece como resultado da intensa prática de Dharana.

 

Samadhi é o estado de Super Consciência e plena absorção no Ser.